Em 1996 os amigos Marco, Alessandro, Fabiano, Roberto, Rui e Bruno, compraram os primeiros equipamentos em uma loja num shopping de Cuiabá. Ainda sem saber exatamente o que fazer com os equipamentos adquiridos, essa turma começou a experimentar os equipamentos, amarrando as cordas nas vigas do beiral da casa.

Foi nesse ambiente, com altura de 2,30 m que, pela primeira vez, esticaram as cordas e sentaram nos equipamentos. Mas foi com amigos do pelotão de elite da Policia Militar de Cuiabá que, na época, receberam as primeiras instruções sobre o Rapel. Técnicas e procedimentos ainda crus e operacionais, que precisavam ser aprimoradas, mas que foram e ainda são de grande valor.

Com isso, os prédios abandonados por uma construtora falida e as pontes sobre o Rio Cuiabá, foram a sala de aula desse seis amigos inseparáveis, alias, além de sala de aula, foi o ponto de encontro por muitos e muitos anos durante todos os fins de semana. E desses encontros, foram abrindo as portas para outras pessoas conhecerem a técnica.

Curiosos, amigos, parentes, qualquer pessoa que tinha o mínimo de interesse, era convidado a participar. Foram centenas, talvez milhares de pessoas que fizeram Rapel com essa turma, e dessa forma, chegou em Setembro de 1999 a Carolina, o Diogo e Benedito.

Esses, convidados pelo primo da Carol, o Fabiano, e como é regra com todo mundo que experimenta o Rapel, fizeram uma vez e nunca mais pararam.

Em seguida veio o Douglas e Leno.

Nessa época, tinham uma ideia de um nome, K2. Mas, constantemente, eles se questionavam do porque do nome K2. É a segunda maior montanha do planeta e a mais perigosa, mas qual a relação com essa turma?

E então, em um dos churrascos pós Rapel de domingo, na casa do Diogo, estavam os amigos mais próximos e mais frequentes no Rapel. Estavam presentes o Diogo, Fabiano, Marco, Carol, Douglas, Roberto, Alessandro e o Rui, reunidos na beira de uma lagoa na chácara do Diogo conversando sobre o nome da turma, e então, a Carol deu a seguinte ideia.

—Que tal R8?

—Por quê? Perguntou outro amigo.

— Oras, somos em 8, o equipamento mais tradicional do Rapel é o 8, R de Rapel, as 8 pernas da Aranha. Sei lá, foi só uma ideia.

Nos segundos seguintes, pairou um silencio combinado com uma troca de olhares entre os amigos, como se esperassem uma reação um do outro. E ai, um se manifestou.

—Está ai, gostei.

—É, legal. R8.

—Será?

Questionou outro amigo.

—Cara, é legal. Por mim está valendo. E ai?

—Pode ser, aprovado.

A Carol entre risos pergunta:

—Vocês gostaram mesmo?

—Já está batizado, a partir de agora somos um grupo de amigos praticantes de Rapel denominado R8.

E assim estão até hoje. Um grupo de amigos apaixonados pelo Rapel e que, a partir dai, começaram a colecionar muitas conquistas, aventuras, novas amizades e muita experiência.

Hoje o grupo conta com novos integrantes, Marcos, Alexandre e Djalma. Apesar da saída do Rui, Leno e Bruno, esse grupo de amigos, consideram-se uma grande família e como toda boa família, faz questão das reuniões constantemente para um Rapel, e para os churrascos de fim de semana. Reuniões estas regadas com muita amizade, muitas rizadas, bons papos e muitas lembranças.

Atualmente, são integrantes do R8 o Alessandro, Alexandre, Benedito, Carol, Diogo, Djalma, Douglas, Fabiano, Marco, Marcos e Roberto.

Mas essa família não parou por ai, ela cresceu, e quase dobrou de tamanho. Estamos falando da segunda geração do R8, os filhos do Marcos que são a Natalia (20), o Vinicius e o Ulisses, os filhos do Djalma, que são o Eduardo e Nicolas, os filhos do Alexandre que são o João Phellipe e José Arthur, a filha do Marco, a Ana Beatriz e o filho da Carol, o caçula do R8, o Miguel (5).

Essa turminha é a inspiração do R8 para um futuro melhor, crianças ligadas à natureza e com valores de amizade, respeito e amor que foram passados pelos pais e pelo contato com o Rapel e a Natureza.

Para a família R8, os sócios, amigos e clientes, as cordas estarão sempre bem ancoradas, com backups confiáveis, com boas proteções e belas e limpas vias de descidas além dos melhores equipamentos.

Hoje, com mais de 15 anos de muita experiência o R8, dedica-se a ministrar, para pessoas sem nenhum contato com a atividade, a técnica do Rapel, sob a tutela do Prof. Diogo Ferreira Guimarães graduado em Educação Física pela UFMT e aluno de um dos precursores do Rapel no Brasil, o Carlos Zaith (in memorian).